Como o Design Sprint nos ajudou em um projeto de transformação digital

O Design Sprint foi desenvolvido pela Google Ventures com o objetivo de acelerar a geração e validação de novas ideias. O Design Sprint foi pensado como uma forma de encurtar o ciclo de inovação, visto que acelera o ciclo de aprendizado e entendimento da solução sem que seja necessário o desenvolvimento e implantação da solução, reduzindo desperdícios.

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Aliando conceitos de Design Thinking, Lean Startup e Metodologias Ágeis, o Design Sprint pode ser utilizado para a concepção e validação de qualquer tipo de solução, seja um software, um produto ou um serviço.

Tudo isso em uma semana!

Rodamos o Design Sprint em um empolgante projeto de transformação digital que estamos trabalhando. Neste post conto um pouco sobre nossa jornada de 5 dias. 

Agenda: De Segunda a Sexta-Feira, de 09:00 às 16:00, com 1 hora para o almoço.

Equipe: montamos uma equipe de trabalho de 6 pessoas – o facilitador das atividades (eu), os desenvolvedores da plataforma, o gerente de Marketing e os diretores envolvidos (tomadores de decisão). E, durante a semana, vários convidados especiais para contribuir com suas especialidades e dar seu feedback.

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Segunda-Feira: dia de colocar todos na mesma página

Na segunda, definimos em conjunto os objetivos do projeto. E logo em seguida levantamos questões importantes que poderiam ser impeditivos ou dificultadores do projeto. Em seguida, fizemos um mapa básico dos processos. Conversamos com especialistas para pegar feedbacks e verificar se estávamos nos esquecendo de algo. Por fim, definimos no mapa qual seria nosso alvo do sprint.

Terça-Feira – dia de pensar e fazer rascunhos de soluções

Na terça levantamos soluções possíveis para resolver os problemas propostos. E vale solução de qualquer segmento de mercado. Aliás, é isso que traz inovação, conectar ideias de outras áreas. Depois de gerar um rico conjunto de ideias, foi hora de cada um bolar alguns rascunhos de soluções possíveis utilizando as ideias levantadas e todas as discussões anteriores.

Quarta-Feira – dia de decidir

Na quarta discutimos todas as soluções rascunhadas e já marcamos o que se destacou e que parece que vai funcionar bem. Anotamos também dúvidas e dificuldades das soluções levantadas. Começa o processo de votação e cada um da equipe vota nas partes que mais gostou. Por fim os tomadores de decisão fazem a decisão final das soluções vencedoras e as soluções que não foram priorizadas. Separamos as vencedoras. A partir daí montamos em conjunto um storyboard da solução, contando, sob a forma de quadrinhos, o passo a passo da solução definida.

Quinta-Feira – montar o Protótipo

Na quinta tínhamos 2 protótipos para montar. Toda a equipe participou dessa montagem, cada um com seu papel. Utilizamos algumas ferramentas como proto.io e Marvel. Apanhamos um pouco para pegar o ritmo. Na prática, o que salvou mesmo foi o velho Powerpoint, e fizemos os protótipos em ppt e exportamos as telas para o Marvel para configurar a navegação do protótipo mobile. Ao final do dia tínhamos os protótipos navegáveis (com um visual incrível) e prontos para a validação de sexta. A lição do dia foi que o difícil é ser simples, e é possível criar protótipos fantásticos com poucos recursos.

Sexta-Feira – validar com as pessoas

Na sexta foi dia de entrevistar clientes e usuários. Eu fui o entrevistador e fiquei em uma sala sozinho com o entrevistado, um por vez. Expliquei o motivo da entrevista, o objetivo básico do protótipo e já punha o protótipo para o entrevistado experimentar, sempre puxando a língua dele para entender o que ele gostou, o que ele acha que funciona e o que ele acha que não vai dar certo. Na outra sala, todo o resto da equipe assistia a entrevista em tempo real, anotando e discutindo as percepções. Cada entrevista durou cerca de meia hora. Ao final fizemos o fechamento com as conclusões das entrevistas. Os protótipos foram validados e já sabemos os próximos passos, mas também já entendemos muito bem onde precisamos ajustar ou tomar mais cuidado.

Conclusão

Na prática, o método do Design Sprint se mostrou muito bem estruturado e uma oportunidade incrível para gerar discussões profundas e muito aprendizado. Foi possível fazer uma validação muito rica com o desenvolvimento do MVP (mínimo produto viável) mais básico possível: um protótipo navegável. Atualmente, toda equipe sabe exatamente onde queremos chegar e porque queremos chegar lá. Criamos uma visão compartilhada e garantimos o envolvimento e participação efetiva da equipe. Por fim, ouvir e entender os clientes e usuários trouxe informações fundamentais para entendermos os caminhos a serem trilhados.

Referências

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